Mudança de hábito

A UFSCar tem um Departamento de Gestão de Resíduos há quase 20 anos, que separa os materiais recebidos dando-lhes a destinação correta de forma bastante controlada.

Alessandra de Almeida Lucas já separava o lixo reciclável em casa havia tempos, quando se tornou docente do Departamento de Engenharia de Materiais. Professora de reciclagem, ela afirma que ainda é preciso um grande trabalho para convencer as pessoas sobre a importância do consumo consciente e da reciclagem.

A docente estuda o uso do amido de mandioca como termoplástico. “É um polímero natural de origem vegetal que já vem sendo usado como matéria-prima de fonte renovável e baixo custo para a produção de forma mais adequada”, explica.

O problema é que em contato com a água ele se dissolvia. Então, Alessandra aliou-se à pesquisadora Patrícia Santiago Patricio, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG); juntas, elas chegaram a um material mais estável na presença de água, durável e com propriedades mecânicas e térmicas aprimoradas, que lhes permitiu produzir canudinhos em grande quantidade, trazendo a possibilidade de otimização para outros produtos descartáveis.

Segundo Alessandra, 99% dos plásticos que se utiliza no mundo atualmente não é biodegradável. “Já amido se degrada em qualquer ambiente e não agride os animais marinhos, o que é uma vantagem considerável, além do custo e da fonte renovável”, destaca.