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Um cinema para chamar de nosso

Um cinema pra chamar de nosso

Produtora de S?o Carlos que constr?i o cinema nacional de anima??o

Ficou curioso para saber mais do cinema produzido no interior de S?o Paulo. Abaixo segue a entrevista da equipe da Maria Aires em Revista com o diretor e produtor executivo Tiago Mal, que sabe tudo de stop motions e falou um pouco sobre a t?cnica e o longa-metragem que est? produzindo.

Na t?cnica do Stop Motion como s?o confeccionados os personagens?


? preciso construir um ?esqueleto? interno que tem a fun??o principal de dar mobilidade e proporcionar sustenta??o para que o personagem fique est?tico enquanto ? fotografado. Este ?esqueleto? pode ser constru?do de forma simples utilizando arame e massa ep?xi, ou com uma estrutura mais complexa de pe?as met?licas com articula??es de esfera. Para dar forma ao personagem podem ser utilizados diversos materiais como, por exemplo, massa de modelar, espuma, tecido, silicone, resina etc. Tudo depende do resultado est?tico pretendido.

Como s?o constru?dos os cen?rios?

N?o existem muitas regras para a constru??o do cen?rio, tudo depende mais uma vez do resultado est?tico desejado. No entanto, ele deve ser constru?do de modo a n?o se movimentar de forma indesejada durante a realiza??o da anima??o. Tamb?m pode ser utilizado o chroma key (fundo de uma cor ?nica e homog?nea), que depois ser? substitu?do digitalmente por outra imagem.

E quando tudo estiver pronto?

? quando dever? ser feita a ilumina??o do cen?rio e dos personagens para a obten??o do visual desejado (dire??o de fotografia). Assim como o cen?rio, a ilumina??o n?o deve sofrer varia??es indesejadas. Por fim acontece o processo de anima??o, em que o personagem vai sendo manipulado nas posi??es e ? fotografado. Para se criar uma movimenta??o fluida ? preciso que cada mudan?a de posi??o seja muito sutil. Esta parte do processo depende totalmente das habilidades do animador, pois ? ele que vai determinar a forma de ?atua??o? de cada personagem, assim com a dura??o de cada a??o, o que se torna ainda mais complexo quando existem v?rios personagens em cena, cada um com uma ?personalidade? ?nica e movimentos pr?prios.

Atualmente, a Rocambole vem desenvolvendo o longa-metragem Teca e Tuti em: uma noite na biblioteca. Como surgiu o roteiro e como ? produzir esse filme no Brasil, no interior de S?o Paulo?

O Roteiro conta a hist?ria da pequena tra?a Teca e de seu ?caro de estima??o, Tuti, em uma aventura pelo universo m?gico da leitura. Ele surgiu a partir do tema central abordado no curta metragem ?A Tra?a Teca?, escrito e dirigido por Diego Doimo como projeto de conclus?o do curso de Imagem e Som (UFSCar). O curta teve grande sucesso em festivais e principalmente em exibi??es em escolas e bibliotecas. Devido ? boa receptividade, a produtora decidiu criar uma hist?ria ainda mais interessante e complexa, com novos personagens, mais aventuras e uma trilha sonora composta exclusivamente para o filme.

Quanto a produzir uma anima??o stop motion no Brasil, essa tem sido uma experi?ncia enriquecedora, pois estamos trilhando um caminho pouco explorado. Embora atualmente algumas tecnologias estejam mais acess?veis, muitos problemas exigem solu??es criativas, principalmente quando estamos trabalhando com baixo or?amento. Produzir no interior tem contribu?do muito para a redu??o de alguns custos, mas ainda h? certa falta de profissionais especializados em anima??o. Al?m disso, mesmo se tratando de um filme infantil e de car?ter educativo, a principal dificuldade para a equipe de produ??o tem sido encontrar patrocinadores que apostem na ideia.


Uma tra?a e um ?caro, muito emp?ticos e aventureiros, parecem ter tudo para atrair as crian?as. Que outros aspectos, na vis?o de voc?s, podem contribuir para o sucesso com o p?blico infantil?

Al?m do visual diferenciado da anima??o stop motion, outro aspecto importante ? um roteiro leve e cheio de aventuras, que busca incentivar o prazer da leitura. A trilha sonora criada exclusivamente pelo renomado compositor H?lio Ziskind, que foi autor de temas para os programas infantis da TV Cultura (Coc?ric?, Castelo R? Tim Bum, entre outros), certamente contribuir? para o sucesso com esse p?blico.


Tiago Mal ? s?cio da Rocambole Produ??es e bacharel em Imagem e Som pela Universidade Federal de S?o Carlos. Atua h? mais de 10 anos na Rocambole Produ??es como Produtor executivo, Diretor, Diretor de fotografia e Gaffer.

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Startups

“Faça o que você conseguir fazer e venda, melhore e automatize depois!”

Tales Buonarotti, formado em Administração pela Universidade de São Paulo (USP), tem 8 anos de experiência em growth para empresas digitais nas frentes de Vendas e Marketing Digital.

Maria Aires em Revista: Como surgiu a ideia do iClinic e o que foi preciso para que ela saísse do papel?

Tales Buonarotti: A iClinic surgiu quando o Felipe Lourenço, um de nossos Founders e CEO, fazia o curso de Informática Biomédica na USP aqui em Ribeirão Preto. Durante a faculdade, ficou claro que a tecnologia estava longe do médico. Grandes hospitais já tinham iniciado seu processo de digitalização, mas os profissionais de pequenas e médias clínicas ainda estavam no papel. Para levantar o iClinic foi preciso, além da execução, confiar nos parceiros certos. Logo no início corremos atrás de grandes programas de aceleração que nos possibilitassem aprender mais. Foi aí que passamos no programa da Rockstart, onde o Felipe e outro founder puderam ir para o Vale do Silício e para a Holanda viver a cultura startup. Esse processo foi importantíssimo para consolidarmos a cultura necessária para levantar a iClinic.

MAR: Por que o modelo startup se fez mais apropriado para o desenvolvimento do iClinic?

TB: O modelo de desenvolvimento das startups é fundamentalmente muito rápido, afinal, com a evolução da tecnologia hoje, não existe espaço para quem é lento! Não há espaço para planejamentos muito longos, reuniões intermináveis de estratégia etc. É preciso fazer, executar – é pular na água e construir o navio nadando. Para iClinic foi muito natural ser uma startup, isso já vinha do DNA dos sócios de outras empreitadas na tecnologia e, depois da aceleração, ficou muito claro que é para esse caminho que o mundo está indo.

Ainda mais quando falamos de um modelo de pagamento recorrente, velocidade não é só uma necessidade, é questão de sobrevivência. Precisamos entender rápido o que nossos usuários precisam, como eles precisam e desenvolver em uma ou duas semanas, no máximo!

MAR: Qual a experiência prévia do time de vocês em outros modelos?

TB: Muitos vêm de empresas tradicionais e o comentário é o mesmo: aqui existe liberdade. A maior característica que uma startup deve ter para garantir a velocidade é confiar nas pessoas e empoderá-las para tomar decisões sobre o seu trabalho. Claro que temos processos, mas eles não são burocráticos. A ideia é construir uma cultura forte centrada em ajudar nossos usuários sempre! Então sempre tentamos cortar distâncias entre áreas e permitir que as pessoas possam interagir para solucionar os desafios do dia a dia.

MAR: Como foi para vocês encontrar um modelo simples e funcional?

TB: No começo, os founders e desenvolvedores estavam muito próximos dos nossos usuários e isso facilitava o entendimento do que precisava ser feito e de como precisava ser feito. Conforme crescemos, foi ficando cada vez mais difícil passar para toda a equipe essa informação. O que a gente fez? Passamos a trabalhar com times multidisciplinares de desenvolvimento e criamos diversos processos de validação com o usuário. Hoje, um time que vai desenvolver uma nova feature tem um desenvolvedor, um vendedor, um CS manager e um UX designer. Assim, garantimos que vários pontos da experiência do usuário sejam colocados em pauta e, a partir de então, conseguimos criar protótipos muito mais assertivos. Feito o protótipo, o time faz testes com usuários reais e recebe o feedback do que deu certo, do que precisa melhorar, quais fluxos são confusos etc. Com feedback, o time corrige e a feature só vai para o ar quando estiver rodando perfeitamente, tanto para resolver um problema do usuário como para proporcionar uma experiência incrível.

MAR: Um conselho para os novos empreendedores…

TB: Faça o que você conseguir fazer e venda, melhore e automatize depois!

Escuto muita gente falando sobre como sua ideia é incrível, como já validou com alguns potenciais usuários e que tem grande potencial e que isso e aquilo, mas não sai do lugar, ou até casos de quem faz um MVP (Minimum Viable Product) e já vai atrás de um investidor.

Faça e venda! Muita gente ainda tem medo de cobrar nos primeiros anos de app e isso é um grande erro. Além de ser a única verdadeira validação de uma ideia, vender vai te dar grana para levantar sua startup sem investidores e só usar o dinheiro de terceiros quando for para acelerar um resultado que já existe.

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